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Controle de inadimplência, sem montar planilha
Cole a lista que você já tem e veja a carteira por faixa de atraso na hora. Se quiser mesmo o arquivo em branco, ele está aqui embaixo, mas a resposta que você procura já aparece sem ele.
Por que a faixa de atraso importa mais que o total
“Tenho R$ 80 mil em aberto” não é informação suficiente para decidir nada. Oitenta mil espalhados em contas de até trinta dias é fluxo de caixa; os mesmos oitenta mil concentrados acima de noventa dias é prejuízo em formação, e as duas situações pedem ações opostas.
| Faixa | O que ela é | O que fazer |
|---|---|---|
| A vencer | Ainda não é inadimplência. | Lembrete três dias antes. É o contato mais barato que existe. |
| 1 a 30 dias | Na maioria, esquecimento. | Informar, com saída junto. Aqui é onde a recuperação é mais alta. |
| 31 a 60 dias | Já existe um motivo. | Perguntar o que dá para fazer, em vez de repetir o valor. |
| 61 a 90 dias | A conversa esfriou. | Entrar com proposta concreta, com número. |
| Acima de 90 | Recuperação cai muito. | Decidir: desconto agressivo à vista, terceirizar ou baixar. |
O simulador de acordo mostra quanto de desconto vale a pena dar em cada faixa, considerando que dinheiro distante vale menos e que parte dele não chega.
Os três números para medir todo mês
- Percentual vencido sobre o total. Medido em valor, não em quantidade de contas. Dez contas pequenas atrasadas e uma grande atrasada são problemas diferentes.
- Atraso médio ponderado pelo valor. A média simples engana: uma conta de R$ 50 parada há dois anos não pode pesar o mesmo que uma de R$ 5.000 parada há um mês.
- Quanto migrou de faixa no mês. É o número que ninguém acompanha e o único que mostra se o processo está funcionando. Carteira saudável tem migração baixa; carteira que empurra volume para as faixas seguintes está com a cobrança parada, mesmo que o total não cresça.
Quando a planilha para de servir
Planilha é ótima para ver a carteira e péssima para executar a cobrança. O ponto de virada costuma ser por volta de cinquenta contas em aberto: abaixo disso, uma pessoa organizada faz melhor que qualquer sistema, porque lembra do contexto de cada cliente.
Acima disso, o que quebra não é a planilha, é a sequência: a pessoa continua fazendo o primeiro contato e para de fazer o segundo e o terceiro. E é justamente ali que está a maior parte do que se recupera. O guia de como montar uma régua de cobrança mostra a sequência inteira.
Perguntas frequentes
Preciso baixar alguma coisa?
Não. Cole a lista e a análise aparece na hora. O modelo em branco está disponível para quem quer mesmo a planilha, mas ele serve para organizar os dados, não para responder a pergunta: quem cola aqui já tem a resposta sem montar fórmula nenhuma.
Meus dados são enviados para algum lugar?
Não. A conta inteira roda no seu navegador, e nenhuma linha é transmitida. Isso importa porque uma lista de inadimplentes é nome, valor e telefone de cliente real, e esse tipo de dado não se cola em site que possa estar guardando.
Que colunas a planilha precisa ter?
Nome, valor e vencimento. A ferramenta reconhece pelo cabeçalho e, quando não reconhece, olha para o conteúdo: a coluna que parece data vira o vencimento, a que parece dinheiro vira o valor. Aceita formato brasileiro de data e de valor, e também o que sai do Google Sheets.
O que é aging de recebíveis?
É a carteira separada por faixa de atraso: a vencer, até 30 dias, de 31 a 60, de 61 a 90 e acima de 90. Serve para uma decisão só, e é a mais importante da cobrança: onde vale a pena gastar esforço. O total em aberto não diz nada sozinho; a distribuição por faixa diz tudo.
Por que a faixa acima de 90 dias importa tanto?
Porque é onde a recuperação cai de forma acentuada. Quanto mais antiga a dívida, menor a chance de o contato funcionar e maior o desconto necessário para fechar. Carteira com muito volume acima de 90 dias não tem problema de cobrança: tem problema de quando a cobrança começou.
Qual a taxa de inadimplência aceitável?
Depende do segmento, e comparar com média de mercado ajuda pouco. O número que importa é o seu, medido do mesmo jeito todo mês: inadimplência que cresce mês a mês é sinal de processo, não de cliente ruim. E vale medir sempre em valor, não em quantidade de contas.